Eu assisti: A Entidade 2

Filme: A Entidade 2
Título Original:  Sinister 2
Gênero: Terror
Lançamento: Setembro de 2015
Duração: 1 hora e 37 minutos
Nota: 2 de 5

Quem acompanha o blog deve ter visto a resenha do primeiro fime de A Entidade e não achei lá essas coisas. Fui assistir o segundo filme sem pretensão nenhuma de que fosse melhor que o primeiro e estava certa. Antigamente, eu tinha pavor de filmes de terror, mas atualmente é difícil encontrar um filme que me assuste o bastante para ficar pensando nele ou não dormir. A Entidade 2 causa alguns sustos, mas nada de horripilante e acredito que o primeiro tenha até sido mais assustador que esse. Esse filme tem a mesma premissa do primeiro, uma criança que sobrevive e outra de outra família que é levada a assistir filmes horripilantes de coisas que outras crianças fizeram a seus familiares e assim fazer um filme com as suas. Acreditem, esse filme tem romance (sim) e um romance meio bobo que parece não se encaixar no enredo todo. Um dos caras da força policial se dedica a destruir as casas relacionadas aos assassinatos anteriores para evitar novos crimes, porém esse personagem é no mínimo irritante. O cara é medroso, se apavora com qualquer coisas e quer livrar aquela família dessas coisas como mesmo? Sem contar que tudo parece meio bagunçado e bobo já que tudo é previsivel e o romance entre ele e a mãe dos meninos fica irrelevante para o desenvolvimento do filme. Alguns sustos são colocados na tela mas nada que te faça prender a respiração ou pular da cadeira. As crianças que já são parte da entidade não convencem muito e a única criança que ficou realmente maligna é um dos meninos que quer matar a família e filmar. Fora isso a Entidade 2 não tem nada de diferente do primeiro, não se destaca e é extremamente mal conduzida com um roteiro fraco. Queria dizer que o filme foi melhor que o primeiro, mas sinceramente tenho que ser honesta com vocês e dizer que se você espera algo assustador então é melhor nem começar  a assistir esse filme. Uma pena. Tinha potencial e foi mal explorado e desenvolvido. Se você quer conferir por curiosidade, vá em frente. E depois me diz sua opinião claro.


Courtney (Shannyn Sossamon), uma jovem mãe solteira e superprotetora de dois gêmeos de 9 anos, se muda com os filhos para uma casa em uma área rural de uma pequena cidade. Logo, ela descobre que o local foi palco de estranhos acontecimentos e que sua família está marcada para morrer.







Deixe o tempo curar. Deixe o tempo decidir.

Quanta bobagem reunida. Poderia ter sido mais fácil desde o começo, mas nunca é fácil não é mesmo? Tudo que se falou antes já não é a mesma coisa que sai da sua boca agora. Parei pra olhar no espelho e ainda não me dei conta de quem sou agora. Desfazendo planos pra ficar mais disponível. Sufocando lágrimas no travesseiro. Olhando o celular de 2 em 2 minutos. Relevando seus erros, fingindo que aquela é a última vez e que daremos certo de algum jeito. Só pra me enganar outra vez e perceber que a verdade sempre esteve na minha cara. Não sou tão trouxa quanto pensam, só não me conformo como as coisas estão acontecendo agora. Não tinha que ser assim. Não era pra ser assim com tanto desencontro, lágrima, agonia e mágoa. Qual era o propósito? Nossos caminhos se dividiram e ambos tivemos que escolher entre o certo e o fácil. Você optou pelo fácil todas as vezes, e foi como se nada tivesse acontecido. Erros banais e promessas que não valem metade das palavras que estão sendo ditas. No fundo, nenhum dos dois queria ceder e nem queria voltar atrás. Afinal, pra que ceder se você podia esperar pra que eu fosse atrás de ti? 
Algum tipo de jogo começou e eu já não sei como jogar com as regras. Quebrei todas elas quando tentei encontrar maneiras de ficar junto de você, quanto tentei reconsiderar pela segunda, terceira e quarta vez. Quando fiz propostas malucas e fingi deletar todas as noites e momentos que você me fez derrubar lágrimas. Talvez não haja motivo para estarmos nos falando agora. Talvez não seja pra ser nós dois. Mesmo sabendo disso, eu nunca me importei. Se não fosse pra ser, eu faria ser. Afinal, eu queria você e só você. Poderíamos esquecer esse jogo e concluir que não haveria um vencedor. Um roteiro se estabeleceu e uma parte de mim se cansou. Os dias estão passando e vou gostando cada vez mais de você, me frustando, sobrevivendo apenas por um fio. 

Um mínimo fio de esperança que algum milagre acontecesse, de que talvez eu tivesse percebido tudo errado. Eu fiquei aqui. EU. FIQUEI. ESTOU AQUI. Eu não desisti, mas ainda não sei se posso continuar. Dizem que o tempo cura todas as feridas e eu só espero que ele dê um jeito nessas feitas por você. Porque alguma ainda doem, ainda incomodam e ainda arrancam lágrimas de alguém que tem os sentimentos a flor da pele. Eu sempre estive aqui, mas agora deixe o tempo dizer. Deixe-o decidir.

Resenha de Livro: Eu estive aqui de Gayle Forman

Livro: Eu Estive Aqui
Autora: Gayle Forman
Ano: 2015
Páginas: 240
Editora: Arqueiro
Nota: 5 de 5

Tenho certeza de que todo mundo já deve ter ouvido falar na Gayle Forman, a autora de "Se eu Ficar" que fez um sucesso enorme e teve o livro adaptado para os cinemas. Muita gente amou o livro, outros nem tanto mas se você leu e não curtiu espero que possa dar mais uma chance pra essa história porque esse livro merece MUITO sua atenção. Vamos falar primeiro do enredo como sempre né?  Meg e Cody são melhores amigas, do tipo que contam tudo uma pra outra. Ou quase tudo. Quando Meg toma um frasco de veneno sozinha em um quarto de motel, Cody fica horrorizada. Tudo foi muito bem planejado. O veneno. O local. As mensagens que chegariam a seguir para as pessoas que Meg quisesse que soubessem algo. Apagar rastros. Simplesmente se suicidar. Cody vê seu mundo rodar após perder Meg afundando em questões que ela nunca poderá responder. O que a levou a fazer aquilo? Por que Meg nunca disse nada a ela? O que estava acontecendo com ela? Como não tinha percebido que Meg queria tirar a vida? 
A partir dai a história contada na visão de Cody tem como objetivo mostrar os efeitos de um suicídio nas pessoas ao redor daquela que se foi. As inúmeras perguntas e questionamentos que as pessoas se fazem sobre os motivos reais de uma garota jovem tirar a própria vida. Cody começa a procurar pistas que lhe dê um sinal do motivo de Meg. Ela precisa saber o que estava acontecendo. Ela era sua melhor amiga. Quando ela vai atrás de respostas e se aprofunda nos acontecimentos acaba percebendo que talvez não conhecesse Meg tão bem e que as coisas são mais dificiceis do que ela pensava.

Eu adoro livros que abordem temas não muito explorados e é isso exatamente que acontece em " Eu Estive Aqui". Suícidio. Esse é o tema principal abordado no livro. A autora descreve pela visão de outra pessoa o efeito dessa atitude nas pessoas próximas da vítima e dos motivos para se ter tal atitude. Me surpreendi demais com a trama. Gayle gosta de se aprofundar e explorar áreas bem interessantes. O livro é envolvente, e os capítulos te fazem ter vontade de descobrir junto com a personagem os reais motivos de Meg e o que a realmente levou a fazer aquilo. O desenrolar é bem interessante, já que conforme os acontecimentos vão se desdobrando entendemos melhor de forma geral do que se trata realmente o suicídio. Um livro notável e comovente que traz o tema de uma forma bem explorada, apresentando para os leitores de uma forma clara e branda que o suicídio é um assunto real que precisa ser tratado com atenção. Pensar que não há uma saída é um dos primeiros pensamentos daqueles que querem tirar a própria vida, por isso a história alerta para o entendimento e o oferecimento de ajuda para pessoas que estejam nessa ocosião. 

Baseada em uma história real, esse livro mostra como as pessoas realmente são. Mostra o lado escuro dos dias de nossas vidas, nossas tormentas, nossas dificuldades e nossas sombras e o que isso pode causar na vida de uma pessoa que não exnerga uma luz no fim do túnel. O efeito dessa atitude em familiares, amigos e pessoas que conheciam a pessoa. A culpa, as perguntas, os questionamentos e a necessidade da descoberta para explicar pra si o que foi tão duro que a mesma não pode aguentar. Muito bem escrito, a narrativa cativa, faz refletir e explora todas as vertentes possíveis de um assunto delicado mas preocupante que merece muito a sua atenção e que passeia pelas margens dos limites do medo, das dificuldades e das tristezas do ser humano. Com certeza é um livro que você deve parar pra ler. Suícido, depressão e um turbilhão de sensações. Gayle construiu uma história interessante e desenvolvida que abre nossos olhos para alguns temas ainda difíceis de serem discutidos ou compreendidos. Recomendo demais a leitura. 

Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... E de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. 
Eu Estive Aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível. 


“Mas minha vontade é gritar para as pessoas pararem de me perguntar isso. Porque não sei o que Meg me contou e eu ignorei, e o que ela não me contou. Se tem uma coisa que sei é que ela não me contou que estava sofrendo tanto que a única maneira de acabar com a dor era encomendar uma dose de veneno industrial e mandá-lo goela abaixo.” 
“Queria não ter feito isso. Porque, quando o olho pela última vez, ele exibe um esgar que é uma mistura de raiva e culpa. Conheço muito bem essa expressão: eu a vejo todos os dias no espelho.” 
"Supostamente, eu era a melhor amiga dela, e não sabia nada disso, porque ela não me contou. Ela não me contou que achava a vida um sofrimento insuportável. Eu não fazia a menor ideia."



#Pra ouvir: Playlist musical GIRL POWER

Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu AMO música e sempre tem postagens com playlist ou relacionados a algum tema. Por isso resolvi reunir nessa postagem músicas que falam de um tema específico: GIRL POWER. O empoderamento feminino que as mulheres lutam tanto e a igualdade dos gêneros, para que a sociedade não nos veja mas como o lado fraco. Somos capazes de tudo que quisermos e somos tão capazes quanto os homens. No mundo da música, há várias canções animadas e agitadas que exalam força e trazem essa mensagem direta para que as mulheres mostrem sua força e não se contentem em serem rebaixadas. Por isso, dá um play aqui abaixo e canta bem alto essas músicas que trazem uma força a mais na nossa luta pelo PODER FEMININO.
















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